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Baldez em seu ateliê, 2024IGOR BALDEZ, 2000

Igor Baldez, 24, é um artista visual brasiliense indígena em um processo de retomada do povo Yepá-Mahsã (Tukano), o que se reflete em sua prática artística visual. Suas pinturas abordam temas de memória, pertencimento e exaltação da cultura indígena, traduzindo uma visão que une elementos tradicionais e contemporâneos. Sua formação em Design Gráfico e seus estudos na Florence Academy of Arts, na Itália, e no Siena College, em Nova York, possibilitaram-lhe desenvolver uma linguagem visual precisa, carregada de simbolismo e significados. Em seu trabalho, Baldez evoca figuras e símbolos de sua cultura, revelando uma abordagem estética que une técnica e espiritualidade. Suas obras convidam o espectador a uma imersão em questões de identidade e memória cultural, trazendo temas considerados uma vez “primitivos” em um formato contemporâneo. A trajetória expositiva de Igor é diversa e inclui exibições em contextos internacionais e nacionais. Entre suas participações destacam-se a Siena College Student Exhibition, em Albany, Nova York (2018), onde foi premiado com a melhor pintura, e a exposição coletiva na Florence Academy of Arts, em 2022. No Brasil, Igor realizou sua primeira exposição solo no Centro de Artes em Brasília, em 2023, e mais recentemente, a individual no espaço cultural Dane-se, em Brasília, em 2024. Outras participações incluem o Clube Duque de Caxias, em Curitiba (2019), onde também foi premiado, e o Coletivo Discontrole, em 2021. 

SOBRE O TRABALHO

Minha jornada artística é, antes de tudo, uma busca por reconectar-me com minhas raízes indígenas, que foram apagadas ao longo do tempo na minha família. As vivências em aldeia, as cerimônias que participo, as trocas de saberes que tenho com lideranças, tudo agrega. Cada obra é uma tentativa de recuperar e compreender essas tradições, de trazer à tona o que foi esquecido e de resgatar o que me pertence. Desde cedo, minha arte foi uma maneira de buscar respostas sobre minha identidade, e a pintura tem sido a ferramenta que utilizo para fazer essa busca visível. Não é só sobre expressar minhas experiências e sentimentos, mas também sobre investigar minha ancestralidade e compreender o que ficou perdido, o que ainda pode ser recuperado. Entre as várias possibilidades, a tinta óleo se revelou a mais adequada às minhas vontades e ao meu processo criativo. A sua versatilidade e a forma como me permite trabalhar de maneira lenta e detalhada, explorando camadas e texturas, me proporcionam a liberdade de expressar com mais intensidade as emoções e as histórias que busco contar.